O ENSINO DE QUÍMICA AMBIENTAL: OBSTÁCULOS EPISTEMOLÓGICOS E A CONCEPÇÃO DE “BURACO” NA CAMADA DE OZÔNIO
Palavras-chave:
Destruição da Camada de Ozônio, Raios Ultravioleta, Educação Científica.Resumo
A existência de uma fina camada gasosa rica em O3 é conhecida como camada de ozônio, protegendo a terra da ação nociva dos raios ultravioleta. No entanto, devido a ação antropogênica, várias regiões desta camada tem sido degradas aumentando a incidência de radiação ultravioleta em algumas regiões do planeta. A literatura acadêmica, assim como as ferramentas de busca e livros didáticos muitas vezes utilizam de linguagens e representações que limitam a compreensão real sobre o conceito “buraco” na camada de ozônio, causando alguns obstáculos epistemológicos. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é realizar uma discussão teórica através da análise aleatório de imagem do Google Imagens e de um livro didático de química de nível médio volume 3 do autor Eduardo F. Mortimer, na tentativa de desvincular a concepção de “buracos” e substitui-la por “região de depleção. Assim, foi realizado uma busca no Google e analisado o livro didático, no qual foi possível observar que as imagens e representações sobre a camada de ozônio tanto no Google Imagens quanto no livro didático corroboram para que o aluno não compreenda a realidade a cerca do fenômeno de destruição da camada de ozônio, imaginando que o “buraco” na camada gasosa trata-se de um buraco físico e não de uma região de menor concentração de ozônio.
Referências
ASSUNÇÂO, J. V. Viabilidade e importância da redução da emissão de clorofluorcarbonos (CFCs) por reciclagem e controle no uso. Faculdade de saúde Pública. São Paulo. 1993.
BAIRD, Colin. Química ambiental. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011.
BROWN, T., LEMAY, H., BURSTEN, B., & BURDGE, J. Química: a ciência central. 9a Edição. 2005.
CIRINO, M. M; SOUZA, A. R; O discurso de alunos do ensino médio a respeito da “camada de ozônio”. UNESP. 2008.
DA SILVA, Dileize Valeriano. Reflexões sobre obstáculos epistemológicos e níveis de representação na aprendizagem do conceito de equilíbrio químico. Ensino & Pesquisa, v. 14, 2016.
DE LIMA TOLEDO, Evelyn Jeniffer; FERREIRA, Luiz Henrique. Transposição didática como reforço de obstáculos epistemológicos em livro texto e em experimentos didáticos. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, v. 14, n. 2, p. 223-245, 2015.
GOMES, Henrique José Polato; OLIVEIRA, Odisséa Boaventura de. Obstáculos epistemológicos no ensino de ciências: um estudo sobre suas influências nas concepções de átomo. Ciências & Cognição, Rio de Janeiro, v. 12, nov., 2007. Disponível em: <http://www.cienciasecognicao.org/pdf/v12/m347194.pdf>. Acesso em: 19 out. 2018.
MORTIMER, Eduardo Fleury; MACHADO, Andréa Horta. Química para o ensino médio. Editora Scipione, São Paulo, 2017.
MIRANDA, F. A; ARAÚJO, S. C. M; Identificação de obstáculos epistemológicos presentes em alguns livros didáticos de química do ensino médio. XVI Encontro Nacional de Ensino de Química. 2012.
RUSSEL, Jhon B. Química Geral. 2a edição. Editora Makron, São Paulo, 1994.
SILVA, Dileize Valeriano. Reflexões sobre obstáculos epistemológicos e níveis de representação na aprendizagem do conceito de equilíbrio químico. Ensino & Pesquisa, v. 14, 2016.
SILVA, Flávia Cristiane Vieira; DE MELO, Daniele Alves; JÓFILI, Zélia Maria Soares. Estudo sobre a construção do conceito de buraco da camada de ozônio: uma tentativa de aproximação entre Ausubel e Galperin. Atas–VIII ENPEC-Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, Campinas: São Paulo: ABRAPEC, 2011.
TRINDADE, D.J; NAGASHIMA, L. A; ANDRADE, C. C. Obstáculos epistemológicos sob a perspectiva de bachelard. UNESPAR. 2017.
Downloads
Publicado
Declaração de Disponibilidade de Dados
DisponívelEdição
Seção
Categorias
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.
Os autores mantêm os direitos autorais sobre os trabalhos publicados nesta revista, concedendo à SIMPROIN o direito de primeira publicação. O conteúdo está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-SA 4.0), que permite copiar, redistribuir, remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer finalidade, inclusive comercial, desde que seja atribuída a autoria e feita referência à publicação original nesta revista.
Os autores concordam que qualquer reutilização de seu trabalho por terceiros deve incluir o nome dos autores, o título do artigo, o nome da revista, o DOI (quando disponível) e o link para a licença.
É permitido e incentivado que os autores disponibilizem a versão publicada do trabalho em repositórios institucionais, sites pessoais ou redes acadêmicas imediatamente após a publicação, com menção à publicação inicial nesta revista.