Uma Investigação Sobre a Adoção de Sistemas de Software Inclusivos Nas Escolas do Nordeste Goiano

Autores

  • Cristiane Xavier Autor
  • Cíntia Souza Autor
  • José Júnior Autor
  • Roberto Oliveira Autor
  • Eduardo Fernandes Autor

Palavras-chave:

Adoção de Sistemas de Software, Nordeste Goiano, Escolas

Resumo

Tecnologias de informação têm provocado grandes mudanças em diversas áreas do conhecimento humano [Stahl, 1997]. Logo, a sociedade vivencia profundos avanços tecnológicos que colaboram na ocorrência de mudanças sociais, políticas e educacionais [Nicodemos, 2010]. De fato, computadores com acesso à internet, tablets e sistemas de software educacionais (sistemas que facilitam ensino e aprendizado) podem ser adotados pelas escolas para apoiar a prática educacional [Pontes et al., 2012].

Diversos estudos reportam como recursos tecnológicos contribuem positivamente na aquisição de informação durante a pratica educacional [Mercado, 1999; Almeida, 2007; Pontes et al., 2012]. De fato, a adoção desses recursos permite inovar os processos de aprendizagem e resolver limitações do processo de educação tradicional [Mercado, 1999]. Por exemplo, sem o apoio tecnológico, os alunos podem se dispersar e se desmotivar no aprendizado [Knüppe, 2006]. Isso se torna evidente, pois a educação tradicional tende a priorizar alunos que não possuem nenhum tipo de deficiência. Pessoas com deficiência apresentam significativas diferenças físicas ou intelectuais, que dificultam sua interação social [Chateau et al., 2012].

No Brasil, a Lei n. 13.146 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência) assegura as pessoas com deficiência o direito à educação inclusiva [Brasil, 2015]. Logo, sistemas de software inclusivos podem ser úteis para apoiar o processo de ensino e aprendizagem de pessoas com deficiência [Poli, 2013]. Um sistema de software inclusivo é concebido para prover oportunidades de aprendizagem diversificadas e adaptadas às necessidades de qualquer aluno, inclusive os alunos com deficiência [Correia, 2009].

No Estado de Goiás, iniciou-se uma política inclusiva de educação em 1999, via Programa Estadual de Educação para Diversidade numa Perspectiva Inclusiva (PEEDI), para capacitar professores sobre a educação inclusiva sem exclusão de alunos [Gomes, 2005]. Porém, as politicas públicas recém-adotadas são limitadas. Por exemplo, na VII Sistemática, Semana Acadêmica de Sistemas de Informação da UEG/Câmpus Posse, foram apresentados sistemas de software inclusivos. Nessa ocasião, observamos um desconhecimento e também um sentimento de surpresa dos visitantes do evento (professores e demais cidadãos) em relação aos sistemas de software inclusivos por nós apresentados nesse evento. Isso sugere a necessidade de analisar profundamente a adoção e a aplicabilidade de sistemas de software inclusivos no nordeste goiano, na educação de alunos com deficiência, especialmente a deficiência visual.

Nesse sentido, este trabalho endereça as limitações acima objetivando investigar a adoção de recursos tecnológicos no ensino e na aprendizagem de alunos com deficiência, com foco na adoção de sistemas de software inclusivos nas escolas de ensino regular do nordeste de Goiás. Para alcançar esse objetivo, as seguintes atividades serão realizadas: (1) Estudos teóricos visando identificar os principais sistemas de software inclusivos na educação; (2) Entrevistas com educadores do nordeste goiano para identificar desafios na adoção e aplicação desses sistemas; (3) Estudos práticos para observar a adoção desses sistemas em diferentes escolas; e (4) Estudos práticos para observar a adoção dos sistemas identificados em (1). Logo, este trabalho visa compreender os diferentes cenários de adoção e aplicabilidade de sistemas de software inclusivos na educação de alunos com deficiência.

Referências

Almeida, M. (2017). “Tecnologias digitais na educação: o futuro é hoje.” In: Encontro de Educação e Tecnologias de Informação e Comunicação, São Paulo, Brasil, p. 1-17.

Brasil. “Lei Brasileira de Inclusão - Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015”. Disponível em: Acesso em 16/07/2017.

Chateau, L. F. A.; Fiquene, G. M. C.; Baptista, P. F. S.; Saeta, B. R. P. (2012). “A Associação da Expressão Necessidades Especiais ao Conceito de Deficiência.” In: Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v.12,n.1, p. 65-71.

Correia, S. (2009). “Tecnologias para a inclusão da pessoa com habilidades diferentes.”In: Gome, M. (Org.), Construindo as Trilhas para a Inclusão. Petrópolis: Editora Vozes, p. 255-286. (Leitura 15).

Gomes, D. B. (2005). “Programa Estadual de Educação para a Diversidade numa Perspectiva Inclusiva no Estado de Goiás – PEEDI.” In: Ensaios Pedagógicos: construindo escolas inclusivas. 1ª ed. Brasília: MEC, SEESP, p. 66-70.

Knüppe, L. (2006). “Motivação e Desmotivação: Desafio Para as Professoras do Ensino Fundamental.” In: Educar em Revista, n.27, pp.277-290. Mercado, L. P. L. (1999). “Formação continuada de professores e novas tecnologias.” Maceió: EDUFAL.

Nicodemos, R. B. (2010). “Mudanças Sociais Ocasionadas pelas Novas Tecnologias da Informação.” Disponível em: sociais-ocasionadas-pelas-novas-tecnologias-da-informacao/9678>. Acesso em: 16 set. 2017.

Poli, A. (2013). “A Educação Especial na Educação Inclusiva.” Revista do Projeto Pedagógico.

Pontes, A. E.; Pontes, S. G. R. e Santos, M. J. (2012). “O uso do Computador Como Ferramenta de Mediação Pedagógica no Sistema Municipal de Educação – Goiatuba – Goiás” In. The 4th International Congress on University-Industry Cooperation – Taubate, SP – Brazil – December 5th through 7th, p. 1-11.

Stahl, M. M. (1997). “A Sociedade do Conhecimento e as Reformas Educacionais.” Magistério: Construção Cotidiana. Petrópolis, Vozes.

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Publicado

12-12-2017

Como Citar

Uma Investigação Sobre a Adoção de Sistemas de Software Inclusivos Nas Escolas do Nordeste Goiano. (2017). Semana De Tecnologia Da Informação Do IFPR Campus Paranavaí, 1(1). https://tecnoif.com.br/periodicos/index.php/setif/article/view/81

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