Sobre o desenvolvimento de um Projeto de Banco de Dados voltado à um escritório de advocacia

Autores

  • Eduardo Albuquerque Ribeiro Autor
  • Hélio Toshio Kamakawa Autor

Palavras-chave:

Banco de dados, Escritório de advocacia, Diagrama Entidade-Relacionamento

Resumo

Este é um relato da experiência didática do desenvolvimento de um projeto de banco de dados elaborado na disciplina de Banco de Dados I do curso superior de Engenharia de Software. O projeto se trata de um software para acompanhamento de processos novos e pré-existentes em um escritório de advocacia, cujo objetivo é o de viabilizar uma melhor organização, atualizações constantes, reduzir o ruído e a possível perda de informações, bem como gerar valor ao usuário. Neste contexto, este trabalho tem como objetivo solucionar a problemática por meio da criação de um software.

Para tanto, desenvolveu-se o projeto utilizando o modelo conceitual de Diagrama Entidade-Relacionamento(DER). "também conhecido como Diagrama Entidade-Relacionamento, é um modelo de dados abstrato que descreve a estrutura de um banco de dados independe de sua implementação"[Cayres 2015]. Tal diagrama se encontra disposto por meio de imagem neste mesmo estudo.

Além da utilização do DER, também houve a necessidade de se aplicar as normalizações, estas visam reduzir a quantidade de dados redundantes, pesquisas demoradas e outros possíveis problemas. De acordo com Teorey (2014), o ato de normalizar é realizando quando há uma compreensão sobre como se dão os relacionamentos entre as tabelas e para que não ocorram problemas, as tabelas são divididas em outras menores visando a prevenção de tais erros.

Ainda que hoje todo os procedimento judicial se dê no meio virtual, ainda ocorrem situações que impedem o pleno funcionamento de um escritório. O acesso aos sistemas do judiciário se dá em caráter individual, necessitando de tokens de acesso e verificação de dois fatores'. O que se mostra como uma medida segura, porém, que por muitas vezes não consegue se adequar a realidade.

De forma frequente, grandes escritórios se utilizam de assessores para auxiliar na elaboração de peças processuais e afins. Além disso, o contato com clientes por muitas vezes pode ser resumido a uma informação junto ao atendimento ao público. Sendo assim. o compartilhamento da chave de acesso pessoal do advogado e somado a permissão para uso do aplicativo de autenticação, não se mostra como uma medida segura, ainda que o seu compartilhamento se dê com funcionários do próprio escritório.

Para tanto e levando-se em consideração quais acessos deveriam ser dados para cada um dos usuários, visto que o acesso não se daria apenas pelo advogado, notou-se a possibilidade de se desenvolver o Diagrama de Entidade-Relacionamento, que segundo PAVON et al (2018), é o modelo que traz consigo as informações pertinentes as entidades.

¹Projudi passará a requerer dos usuários a autenticação em dois fatores. Disponível em: https://bit.1y/3CAJ1Vt

e atributos do sistema, sendo considerado como uma das técnicas mais empregadas por quem é atuante na área.

Conforme ilustra a Figura 1, por meio do DER é possível identificar as entidades e seus relacionamentos, bem como os campos existentes em cada uma delas. Nota-se que é possível realizar buscas no sistema englobando todas as entidades, vez que as associações existentes entre elas permitem obter a maior quantidade de dados possíveis.
Tal ocorrência se deu de forma proposital, vez que é indispensável que um advogado tenha a maior quantidade de dados possíveis acerca de seus clientes.

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A elaboração de um sistema focado apenas na relação ao cliente-advogado, tendo o contrato de honorários e o processo como figuras centrais traz à tona o fato de que para adquirir a licença ou acesso a um sistema com estas características é, por vezes, muito dispendioso e acaba por elitizar ainda mais uma profissão que possui um status de pouco acessível.

Para que uma solução com mais funcionalidades e outros setores pertinentes a um escritório - financeiro, administrativo, etc. -seria necessário maior tempo e mais pessoas engajadas no desenvolvimento, bem como a cooperação daqueles que seriam os eventuais interessados, os advogados. Desta forma, o projeto ainda não se encontra completamente finalizado, vez que futuros ajustes deverão ser aplicados e novas funcionalidades serão adicionadas a fim de que seja possível utilizar o programa em situações reais.

Referências

Cayres, P. H. (2015). Modelagem de banco de dados. RNP/ESR, Rio de Janeiro.

Pavon, G. F. J., Gomes, M. A., Éboli, D., and Bissaco, M. A. S. (2018). Interface para acessibilidade de alunos cegos na construção de um diagrama de entidade relaciona- mento (der) em banco de dados: Modelagem conceitual. Revista Científica UMC, 3(3).

Teorey, T. J., Lightstone, S., Nadeau, T., and Jagadish, H. (2014). Projeto e modelagem de banco de dados. Elsevier, Rio de Janeiro, RJ 2.ed.

TJPR (2021). Projudi passará a requerer dos usuários a Autenticação em Dois Fatores. Disponível em: https://bit.ly/3CAJjVt.

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Publicado

12-12-2022

Como Citar

Sobre o desenvolvimento de um Projeto de Banco de Dados voltado à um escritório de advocacia. (2022). Semana de Tecnologia da Informação do IFPR Campus Paranavaí, 1(1). https://tecnoif.com.br/periodicos/index.php/setif/article/view/439

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